quinta-feira, 30 de abril de 2015

Saúde: pública ou privada?

Os problemas relacionados ao setor de saúde causam preocupações no mundo inteiro. Sem saúde, o ser humano evidentemente não consegue realizar suas tarefas normalmente e nem viver sua vida com a tranquilidade que merece. No Brasil, o tema é tratado pela maioria dos burocratas como de fácil solução, afinal não faltam políticos em dias de campanha prometendo resolver do dia para a noite os problemas na área de saúde. Eles se esforçam para mostrar que a solução é relativamente simples: “basta eleger um novo político, trocar o partido que está no poder, investir mais dinheiro no setor, melhorar a infraestrutura etc...” ignorando por completo a realidade dos fatos. 

O que iremos demonstrar agora é que a raiz do problema é exatamente o modelo estatal. Para mostrar que nosso argumento não tem ideologia alguma, faremos uma comparação, entre o modelo estatal (público) e o modelo privatizado, baseada no realismo de funcionamento de ambos.

Pois bem caro leitor, vamos imaginar que existem pacientes desejando realizar um exame de raios-x, mas o hospital não possui a máquina adequada. Diante deste fato, qual seria a solução fornecida pela rede pública e a rede privada de saúde?

Rede privada:
Quando o hospital é privado, o administrador do hospital retira dinheiro do caixa e efetua a compra da máquina de raios-x. Se o hospital não tiver dinheiro em caixa, o administrador realiza um empréstimo num banco e compra do mesmo modo. A máquina chegará rapidamente, dependendo apenas da empresa de transporte.

Rede pública (estatal):
Quando o hospital é público, a compra da máquina de raios-x é um processo lento e extremamente burocrático. E funciona da seguinte maneira:

O hospital envia um documento (Ofício) comunicando à secretaria de saúde do estado sobre a necessidade urgente de efetuar a compra da máquina. Quando este documento chega à secretaria, ele percorre diversos setores lá dentro até finalmente chegar na mesa do secretário de saúde para assinatura. Este, por sua vez, encaminha o Ofício à Secretaria de Orçamento (ou órgão parecido). Dentro desta Secretaria, o documento percorre vários setores para finalmente chegar nas mãos do Secretario de Orçamento para este responder se há ou não dinheiro disponível no caixa do estado. Se a resposta for afirmativa, o Ofício é encaminhado ao Governador do Estado para assinatura e compra da máquina de raios-X. 

Notem que estou sendo otimista em acreditar que o governador irá mesmo assinar tal documento (algumas vezes isso não ocorre e o Ministério Público acaba tendo que intervir) e que não houve nenhum desvio de verba no meio desse processo. 

Enfim, representando isto num esquema seria mais ou menos assim:


Você consegue perceber a loucura burocrática existente no modelo estatal? Até essa máquina ser comprada de fato, várias pessoas podem ser prejudicadas ou mesmo morrer nas filas de espera. E é exatamente esta lentidão que causa a escassez. Percebam que nos hospitais públicos faltam remédios, equipamentos, máquinas, ambulâncias e às vezes até profissionais (porque só é possível trabalhar na rede pública se o estado realizar concurso público, o que demora anos para acontecer muitas vezes).

Por isso o modelo privado sempre será o mais eficiente, pois ele é simples e rápido. A burocracia envolvida nela é muito pouca e de tal forma que não prejudica os pacientes. Por isso seria bom privatizarmos todos os hospitais que atualmente são públicos. 

Mas e o custo?

Não obstante a comprovação da eficiência do serviço privado sobre o público, muitas pessoas se opõe a privatização da rede pública de saúde por achar que serviço privatizado custaria caro e causaria exclusão social das pessoas mais carentes. Entretanto, nem de longe isso seria verdade, pois vários fatores ajudam a reduzir os preços dos serviços: como por exemplo, isenção de impostos e concorrência entre os hospitais. Já abordamos essa questão no texto “Porque devemos apoiar privatizações”. O que nos interessa por ora é mostrar que o modelo estatal é a raiz do problema e privatizar é a solução. Devemos lembrar ainda o seguinte:

O serviço público é sustentado com os impostos do povo. Assim pagamos impostos para termos serviços estatais de péssima qualidade. Já o serviço privado não precisa de imposto nenhum. Cada indivíduo paga do seu próprio bolso diretamente ao hospital privado.

Seja como for, em ambos os casos o povo paga. A diferença é que num modelo o serviço funciona, no outro não. Façam suas escolhas!

....