segunda-feira, 2 de maio de 2016

O que é capitalismo liberal?

O que é o Capitalismo liberal?

O Capitalismo ou a economia de livre mercado é um sistema econômico no qual os indivíduos realizam trocas voluntárias entre si no intuito de satisfazerem seus desejos ou necessidades, alcançando assim o bem-estar. 

Neste sistema, os indivíduos são livres para escolher o que, quanto e onde obter um bem (produto ou serviço); da mesma forma que também são livres para escolher onde querem trabalhar e negociar qual será o seu salário; ou, se o indivíduo preferir, pode abrir o seu próprio empreendimento no ramo em que quiser.

No Capitalismo os meios de produção (fábricas, empresas etc) pertencem a indivíduos ou a grupos de indivíduos, chamados empresários, que os utilizam de modo a satisfazer as necessidades de outros indivíduos esperando alguma forma de compensação. 

Os empresários sempre trabalham no intuito de satisfazer as necessidades dos consumidores, desta forma, eles se esforçam para atender a demanda de terceiros caso queiram obter algum lucro. Muitos economistas denominam o livre mercado como um sistema onde predomina a supremacia dos consumidores, pois através de suas escolhas diárias, eles decidem quem serão os empresários bem ou mal sucedidos no mercado. Serão excluídos do mercado os empresários que não satisfizerem as vontades soberanas dos consumidores. Normalmente, os consumidores fazem suas escolhas no mercado com base em 2 critérios: menor preço e melhor qualidade do bem. Desta forma, somente sobreviverão no mercado, os empresários que agirem de modo a sempre atingir os interesses dos consumidores.

Características do Capitalismo Liberal:

A característica primordial do Capitalismo é a interferência nula ou mínima do Estado na economia (quando o Estado é dono de todos os meios de produção e passa a controlar totalmente a economia, isso chama-se Socialismo). Se a interferência estatal deve ser nula ou mínima, então devem existir as seguintes características para que o Capitalismo funcione corretamente:

- baixos impostos;
- Estado Mínimo;
- redução drástica do funcionalismo público;
- livre concorrência entre empresas;
- privatização em larga escala;
- ausência de bancos estatais;
- ausência de empresas estatais;
- taxa de juro natural;
- ausência de protecionismo;
- ausência de salário mínimo ou máximo;
- ausência de assistencialismo estatal.
- pouca burocracia estatal.

Qual a função e o custo do estado?

Os cientistas políticos e economistas afirmam que o estado deve ser mínimo, ou seja, exercer apenas funções básicas, isto porque o estado e seus funcionários públicos são sustentados com impostos dos cidadãos. Quanto mais empresas e instituições estatais existir, maior será a quantidade de impostos que o povo terá de pagar. Assim é fácil concluir que: se o estado crescer demais, ele sugará todo o dinheiro do povo, empobrecerá a todos e, conseqüentemente, quebrará a economia do país. 

O estado mínimo deve cuidar apenas da SEGURANÇA e JUSTIÇA. Por serem apenas funções primordiais, os impostos cobrados pelo estado liberal são baixos, permitindo assim a existência de uma economia saudável e natural.


...

domingo, 27 de março de 2016

O que é inflação?

Na economia há um princípio que afirma: "se um produto está sendo oferecido em grande quantidade, a tendência é que seu valor e preço caiam, ou seja, excesso de oferta gera desvalorização". Isso explica porque o preço da água é baixo na região amazônica e ao mesmo tempo alto em países de regiões desérticas. Este princípio explica ainda porque metais difíceis de serem encontrados na natureza são tão valorizados. É esta teoria que está por trás do fenômeno da inflação. Quando o governo injeta dinheiro no país para supostamente "aquecer a economia", ele está apenas provocando sua desvalorização real. 

Por meio do Banco Central, o governo promove a expansão de dinheiro e crédito que chegam às pessoas em forma de empréstimos ou benefícios sociais etc. Agora que as pessoas têm mais dinheiro para trocar por bens, a demanda aumenta sem que tenha aumentado a oferta, logo vem sua consequência mais famosa: o aumento de preços dos produtos (o que é equivalente a desvalorização real do dinheiro). Nada disso ocorreria numa situação normal em que a demanda e oferta estão em equilíbrio.

A parte bizarra dessa história é que quando surge o aumento de preços, o governo aparece querendo controlar os preços através de leis e fiscalização generalizada, praticamente criando um estado policial. Um ótimo início para um governo que gosta de ditadura, não acham?

Existe um erro comum repetido por quase todos os economistas convencionais: eles confundem inflação com aumento de preço. Isso precisa acabar! Inflação consiste em aumentar (expandir) a quantidade de dinheiro na economia. Já o aumento generalizado de preços dos bens é apenas uma consequência dessa expansão de dinheiro.

Para acabar com a inflação é necessário basicamente impedir essa injeção de dinheiro que é feita pelas impressoras do Banco Central. Murray Rothbard e Friedrick Hayek argumentaram sobre a desestatização do dinheiro, ou seja, a impressão de dinheiro deveria ser retirada das mãos do governo e repassada para empresas privadas que emitiriam dinheiro de forma controlada, tendo como base a quantidade de ouro que elas possuírem em seus cofres, é o que se chama de Padrão-Ouro, assunto abordado em outro artigo.

Se queremos acabar com inflação, temos que acabar com as impressoras do Banco Central.


QUER SABER MAIS SOBRE INFLAÇÃO? CLIQUE AQUI:

1- Tio Patinhas explica inflação
2- A verdade sobre a inflação
3- O básico sobre inflação
4- O que você deve saber sobre a inflação
5- A atual definição de inflação impede a adoção de políticas sensatas
6- Inflação não é um aumento generalizado nos preços
7- Inflação


...

livros básicos sobre liberalismo econômico


É evidente que os artigos contidos e indicados aqui não são suficientes para sanar as dúvidas dos leitores. Por este motivo recomendamos alguns livros para que as pessoas interessadas possam se aprofundar. Vale lembrar que a maioria deles está disponível em versão PDF. Eis a pequena lista:

Governo e mercado - Murray Rothbard
Economia em uma única lição - Henry Hazlitt
Dez lições fundamentais de escola austríaca - Ubiratan Jorge Iorio
A mentalidade anti-capitalista - Ludwig von Mises
As seis lições - Ludwig von Mises
Ação humana - Ludwig von Mises
O que o governo fez com o nosso dinheiro? - Murray Rothbard
Desestatização do dinheiro - Friedrich Hayek
Moeda, crédito bancário e ciclos econômicos - Jesús Huerta de Soto
A riqueza das nações - Adam Smith
A ética da redistribuição - Bertrand de Jouvenel (Filosofia)
Anatomia do estado - Murray Rothbard (Política)


...

sábado, 26 de março de 2016

Uma teoria simples sobre a corrupção

Por que há essa percepção generalizada de que políticos são corruptos? Qual exatamente é o arranjo que gera incentivos para que eles sejam corruptos? Existe realmente uma maneira de ser diferente? O intuito aqui é estabelecer uma teoria muito simples sobre a corrupção. 

O poder do estado — e, por conseguinte, o poder daqueles que detêm cargos de poder dentro da máquina estatal — é o poder de pilhar, usurpar e dar ordens. Quem detém o poder estatal detém a capacidade de se locupletar. A capacidade de se locupletar estando dentro da máquina estatal é a definição precípua de corrupção. A corrupção sistemática necessariamente acompanha um governo. Ela está presente na história de absolutamente todos os governos. Varia apenas a intensidade e o grau de exposição e de denúncia pela mídia.

A teoria por trás destas conexões é simples. 

Em primeiro lugar, o governo detém o monopólio da criação de leis. E o monopólio da criação de leis gera oportunidades para se roubar legalmente. Roubar legalmente significa aprovar uma lei ou regulamentação que favoreça um determinado grupo à custa de todo o resto da economia, principalmente os pagadores de impostos.

Em segundo lugar, o governo, munido do dinheiro que coleta de impostos, detém o monopólio da escolha das empresas que farão as obras públicas que o governo julga adequadas. Esse processo de escolha, que dá à empresa vencedora acesso livre ao dinheiro da população — algo que não ocorre no livre mercado — é outra forma de roubo legalizado.

Grupos de interesse — por exemplo, grandes empresas, empreiteiras ou empresários com boas ligações políticas — ansiosos por adquirir vantagens que não conseguem obter no livre mercado irão procurar determinados políticos e fazer lobby para "convencê-los" a aprovar uma determinada legislação que lhes seja benéfica, ou para pressionar que sua empresa (ou empreiteira) seja a escolhida para uma obra pública.

A legislação pode ser desde a imposição de tarifas de importação até a criação de agências reguladoras que irão cartelizar o mercado e impedir a entrada de novos concorrentes. Pode também ser uma mera emenda orçamentária que irá beneficiar alguma empreiteira que será agraciada com a concessão de alguma obra pública. 

Mas há um problema: se esses legisladores não cobrarem um preço pelo seu voto favorável — isto é, se o custo para se fazer lobby for zero —, então a demanda por legislações específicas será infinita. Igualmente, se os políticos no comando de estatais não cobrarem um preço das empreiteiras escolhidas para fazer as obras públicas, a demanda por obras públicas da parte das empreiteiras também será infinita.

Sendo assim, os legisladores terão de cobrar caro pelo seu voto com o intuito de estabelecer parâmetros para os espertalhões que estão brigando pelo seu voto favorável; e os políticos no comando de estatais terão de cobrar um preço alto para fraudar o processo de licitação em prol de uma determinada empreiteira.

Para ambos os casos, o preço inclui contribuições de campanha, dinheiro em contas no exterior, favores corporativos, publicidade favorável, e vários outros. Suborno e propina são apenas as formas mais cruas desse leilão.

Em todos esses casos, o dinheiro público estará sendo desviado e desperdiçado, seja em obras superfaturadas, seja na criação de burocracias desnecessárias e que irão apenas encarecer os preços dos bens e serviços e reduzir sua qualidade. E quanto maior o volume de dinheiro público desviado, maior é a fatia que acaba indo parar no bolso desses próprios políticos.

O fato é que o voto destes políticos em prol da criação destas legislações anti-mercado ou destas emendas orçamentárias, bem como o fato de políticos comandarem estatais e escolherem as empreiteiras que farão suas obras, são um bem econômico para essas empresas. 

O resultado final é uma corrupção endêmica que não pode ser eliminada. E ela será tanto maior quanto maior for o tamanho e o escopo do estado. Não existe algo como um governo limpo e transparente.

Senadores, deputados e burocratas reguladores — todos estão, de uma forma ou de outra, propensos a esta atitude. Mesmo um político ou burocrata que seja genuinamente honesto pode ser acusado de conivência, pois não irá denunciar seus colegas.

Roubo e corrupção perpassam o governo em todas as suas atitudes e medidas. Todas as atitudes e medidas do governo sempre envolvem mentiras, injustiças, malversações, delitos, propinas, subornos, favorecimentos, fraudes, deturpações, negociatas, emendas favoráveis e exploração. E essas são apenas as coisas publicáveis.

A corrupção, aliás, já começa pela linguagem. "Contribuições de campanha" ou "doações" são apenas um eufemismo para 'propina'. Quem dá dinheiro a políticos o faz ou porque acredita no que eles dizem defender ou porque espera influenciar seus votos legislativos. Tais pessoas sempre esperam ganhar algo que necessariamente virá à custa de outros. Políticos que recebem contribuições de campanha se tornam meros porta-vozes dos interesses de seus financiadores. O dinheiro irá ajudar o candidato a criar uma coalizão que poderá usar o poder do estado em benefício de um determinado grupo de interesse sem sofrer nenhuma resistência excessiva. Afinal, trata-se de um roubo legalizado. 

A grande arte da política está em conseguir, simultaneamente, aplausos dos favorecidos e apoio dos que estão sendo roubados.

O político gerencia um esquema de extorsão semelhante ao da máfia. Seu salário é pago pelas vítimas, ou seja, pelos pagadores de impostos que não têm voz ativa. Seus "complementos salariais" — o chamado "por fora" — são pagos por grupos de interesse, o que fará com que ele espolie ainda mais os pagadores de impostos. Tudo é feito com grande astúcia, sendo a função do político convencer as vítimas de que elas não estão sendo espoliadas. Isso ele sempre consegue. O político é, acima de tudo, um falso. 

Corrupção sistemática — não apenas a corrupção que envolve meios financeiros, mas também a corrupção da linguagem e das atitudes — necessariamente acompanha um governo. Qualquer governo. E a corrupção é endêmica porque a política é a arte da ladroagem. 

Quando eleito, um político irá se esforçar para garantir seus interesses e os interesses de seus financiadores da melhor forma possível. Para que mais serve um governo? Governo é roubo. Governo é corrupção.




...